quarta-feira, 19 de março de 2025

GNR de Fafe vai mesmo ficar 13 anos preso por burlas de 400 mil euros para levar vida de luxo

 


O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a pena de 13 anos aplicada a António Sérgio da Silva Ribeiro, ex-militar da GNR de Fafe, por crimes de burla e de branqueamento de capitais, superiores a 400 mil euros, para levar uma vida faustosa. 

Segundo o Jornal de Notícias, que teve acesso ao acórdão, os juízes consideram que, além de ser “equilibrada” e “proporcional”, a pena “satisfaz as necessidade de prevenção geral e especial sem ultrapassar os limites da culpa, não se justificando a intervenção corretiva deste tribunal”.

A pena de 13 anos, como O MINHO noticiou, já tinha sido confirmada pelo Tribunal da Relação de Guimarães, em junho do ano passado.

A esposa, candidata a juíza, tivera pena suspensa, de quatro anos e meio, por branqueamento de capitais.

Na mesma ocasião, Joaquim Ribeiro, o pai do militar da GNR de Fafe, viu a sua pena de prisão efetiva reduzida de dez para oito anos, enquanto Jovita Ribeiro, a mãe, também viu descer a sua pena suspensa, de cinco para quatro anos, descontos para ambos, a efetiva do pai e a suspensa da mãe, por os crimes de burla terem passado de qualificada para simples.

Ficou provado que Joaquim Ribeiro convencia pessoas amigas que o seu filho, António Sérgio Ribeiro, estava com problemas, disciplinares na GNR e com a justiça, pelo que precisava de dinheiro emprestado, em valores que ultrapassaram o total de 400 mil euros junto de 28 pessoas lesadas.

Idosos burlados em situação dramática

Entre os lesados há casos dramáticos, principalmente de pessoas de avançada idade, de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto, que ficaram sem todas as poupanças de uma vida inteira, sobrevivendo com pensões inferiores ao salário mínimo nacional, a ponto de terem de ir viver para casa dos filhos, em alguns casos para locais distantes, doentes e acamados.

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